Histórico da família Angheben e Começo da empresa

 

A história da Angheben remete à região do sul do Tirol  (Hoje Trentino-Alto Ádige no extremo norte da Itália).

Segundo uma corrente de estudo o nome Angheben poderia derivar de um vocábulo anterior aos romanos, “gaba” ou “ghebo” originário de um dialeto celta que resultou no nome de família cujo significado final seria algo como “habitante de um vale”.

Outra hipótese, contudo indica uma origem germânica com influência do Cimbros-bávaros. Nas regiões entre o Trentino e o Vêneto, quando se fala em “Cimbros” normalmente se refere aos Cimbros medievais: comunidades de língua bávara que se fixaram a partir do século XI em áreas montanhosas entre o Vêneto (Sette Comuni, Lessínia) e zonas limítrofes do que hoje é o Trentino e o Tirol do Sul. Nestas localidades existe a chamada Língua Cimbra, um dialeto germânico arcaico, ainda preservado em pequenas aldeias.

No Brasil a história da família tem início com Giacintho Angheben.

Em 1877, Giacintho Angheben chegou no Brasil e acabou se instalando numa região que mais tarde veio a ser chamada Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves-RS.

Giacintho Angheben além de agricultor também era tanoeiro. Conhecimento que passou ao seu filho Angelo. Além disso, a família passou a cultivar videiras e fez dessa atividade parte de seu sustento.

Em 1962, um dos descendentes de Giacintho chamado Idalencio Francisco Angheben resolveu cursar o então Colégio de Viticultura e Enologia de Bento Gonçalves. Em 1971 já era professor desta instituição e aliado ao trabalho em empresas privadas da região (como a Coop. Aurora e a Chandon, desta última sendo o primeiro funcionário contratado para trabalhar da área técnica da empresa no Brasil) e consultorias prestadas acabou firmando-se como um dos profissionais mais respeitados do Brasil no setor de viticultura.

Herdando a tradição de seu pai, Eduardo Angheben fez o Curso Técnico de Viticultura e Enologia. Fez parte da primeira turma do Curso Superior de Viticultura e Enologia do Brasil, cursando também pós-graduação no mesmo ramo.

Após concluir o Curso Superior de Enologia em 1998, Eduardo junto de seu pai resolvem produzir seu primeiro vinho. Na safra de 1999 é elaborado o primeiro vinho com o nome da família.

Fundada 1999 no Vale os Vinhedos em Bento Gonçalves, a Angheben Adega de Vinhos Finos é hoje uma pequena vinícola familiar focada na elaboração de vinhos de altíssima qualidade e lotes limitados. Atualmente a produção é de 15.000 garrafas por ano sendo a maior parte vendida para consumidor final e uma pequena parcela vendida para lojas especializadas e restaurantes.  

Aliando técnicas modernas e cuidados artesanais a família Angheben se especializou na diferenciação onde a atenção está em cada detalhe. 

Utilizando castas raras no Brasil, como as italianas Barbera e Teroldego, a Angheben elabora vinhos únicos valorizando as características naturais do solo e clima das regiões onde são cultivadas as videiras, sem tentar copiar outras regiões produtoras. 

A mesma filosofia é expressa em vinhos de uvas mais conhecidas como a clássica Cabernet Sauvignon, a requintada Cabernet Franc, a potente Tannat bem como a delicada Pinot Noir e a Chardonnay de onde surge um requintado Espumante Brut elaborado pelo método tradicional.

Assim, a Angheben buscou seu próprio estilo elaborando alguns dos vinhos mais originais do país plenos de tipicidade e personalidade marcante que se revelam principalmente em sua vocação para acompanhar comidas.

Angheben, vinhos brasileiros autênticos, com estilo e caráter que combina com você!