4.2.2009 Finalmente
por Luiz Horta , Seção: As crônicas mundanas de Glupt! às 01:07:41.
Fui conhecer o Dalva e Dito. restaurante novo de Alex Atala e Alain Poletto, mostrado em primeira mão pelo Luiz Américo (a matéria está aqui). Não vou comentar a comida, tarefa dos competentes críticos do Paladar. Apenas digo que, se a função de sair para comer é sentir-se bem, ela foi totalmente cumprida.
O ambiente é delicioso, pelo menos para mim, certo ar da infância, o projeto tem um toque muito feliz de um Brasil que ia ser bom, cheio de otimismo e de uma mistura de azulejos com teto de treliça, cadeiras confortáveis, inclusive as ótimas do bar (Sergio Rodrigues?), um conforto que revê, como um sumário, o melhor produzido pelo design e a arquitetura brasileira nas décadas de 50 e 60 do século vinte.
Parece o Niemeyer da Pampulha em Belo Horizonte, ou de um hotel de estação de águas com toques modernistas. Parece um Rio chique que se perdeu no passado, para sempre, infelizmente. Dava para ficar lá muito tempo, e ficamos mesmo. Dalva e dito, dito e feito.
Agora, o nosso assunto aqui, vinhos. A carta é ótima, vinhos brasileiros bem selecionados dominam, como na boa carta de vinhos de um restaurante com um partido semelhante, o Brasil a Gosto. Os preços corretos, o serviço bom. Mas o louvável foi o sommelier.
Eu ia escolher outra coisa, o sommelier indicou o Angheben Barbera. Acatei. Um vinho bem fino, equilibrado, muito elegante, ótima acidez. Finalmente, posso usar para um vinho brasileiro a palavra: excelente. Não tenho nenhuma dúvida, este foi o melhor vinho brasileiro que já tomei.
Fonte: Estadão - Blog do Luiz Horta |